terça-feira , maio 28 2024

Corpo de rainha Elizabeth II chega a Londres para último adeus

Público terá quatro dias para se despedir; cortejo foi aplaudido por súditos que aguardavam em frente ao Palácio de Buckingham

O caixão com o corpo da rainha Elizabeth II chegou nesta terça-feira,13, à Londres e seguiu para o Palácio de Buckingham onde passará a noite no ‘Bow Room’. A partir de manhã, ele será direcionado para Westminster Hall, ala mais antiga da sede do Parlamento britânico, onde ficará até segunda-feira, 19, às 6h30, e que o público poderá dar o último adeus a monarca que ficou 70 anos à frente do trono britânico. O cortejo foi acompanhado pela filha da rainha, a princesa Anne, de 72 anos, e foi recepcionado por membros da família real, chefiada pelo novo monarca, Charles III. A ruas londrinas, principalmente a frente do Palácio, estava rodeado de súditos. Até segirlunda, estima que milhões de pessoas compareçam à despedida. Segundo a imprensa local, a preparação para o evento de despedida e quantidade de público esperada, é como se estivesse acontecendo um casamento real, maratona de Londres e Olimpíada, tudo no mesmo dia. A previsão é que o caixão da monarca deixe Buckingham às 14h para chegar pontualmente às 16h. Desde segunda-feira, várias pessoas já aguardavam diante do Parlamento, 48 horas antes da abertura do local para o público, prevista para quarta-feira às 14h. “Eu disse a minhas filhas que definitivamente vou apresentar meus respeitos presencialmente. Estou feliz de estar na fila, não importa o tamanho”, disse Vanessa Nanthakumaran, uma das primeiras pessoas na fila. No domingo está previsto um minuto de silêncio às 20h (16h de Brasília).

Enquanto o país se despede de sua mãe, o rei de 73 anos se instala no trono que sua mãe ocupou por sete décadas, tornando-se símbolo de união e estabilidade. Isso inclui uma viagem pelas quatro nações que compõem o país: Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte. A etapa da Irlanda do Norte, que Charles III realizou nesta terça-feira, é considerada a mais delicada. Desde que os britânicos mantiveram, em 1921, este pedaço da ilha após a independência da Irlanda, a região dividiu-se entre católicos e protestantes. Profundamente devotados à rainha falecida, os unionistas da Irlanda do Norte, protestantes, temem que a sua causa seja enfraquecida num contexto político alterado pela saída da União Europeia, e pelo avanço dos nacionalistas republicanos e católicos, a favor da reunificação com a vizinha Irlanda. “Assumo minhas novas tarefas determinado a buscar o bem-estar de todos os habitantes da Irlanda do Norte”, prometeu Charles III no Castelo de Hillsborough, no sul de Belfast, aos representantes políticos locais.

*Com informações da AFP

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